Gente Grande

No dia dos namorados passado,  passando por uma banca de flores, reparei o amontoado de homens a observando. Era um aglomerado bem democrático , havia gente de todas as idades. Todos estavam com cara confusa, como quem contempla um quadro de arte moderna,  alguns com a mão no queixo , alguns com os braços cruzados.

Comecei a pensar , como uma coisa tão fácil para nós mulheres é tão difícil para eles? Realmente é como se fôssemos de planetas distintos.

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 Você , leitor(a), já parou alguma vez para observar como são engraçadas as caras que fazemos quando conversamos?

Ontem estava eu na sala com meus pais e namorado escutando música em meu celular e eles vendo o jogo do Brasil. Estava usando fones e o volume era o máximo o que me impossibilitava escutar qualquer palavra que eles proferissem. Fiquei olhando para a conversa. De repende todas as feições eram de algum modo muito diferente do que eu já havia me acostumado.  Comecei a rir de estranhamento.

 

Boa tarde!

Muito calor , muita sede. Procuro água , mas não quero e nem posso gastar meu dinheiro.Logo chegarei ao meu destino e poderei saciar a minha sede . Sigo andando apressada , o sol quente me queimando , e eu agüentando esta boca totalmente seca.

Cheguei. Ar condicionado! Pelo menos o calor está passando. Bebedouro, vou para o bebedouro. Só de pensar na sensação dá água geladinha batendo na minha boca… Ai não, fila! Não acredito que tem fila , está sempre vazio. Está demorando demais a chegar a minha vez, minha boca ficando cada vez mais seca , eu cada vez mais desesperada…

Um saiu, só faltam mais duas pessoas e sou eu. Anda logo! Falta agora somente uma pessoa, espero que ela vá rápido. Demora… a cada gole dela  minha ansiedade triplica. Começo a mandar um olhar fuzilante. Sou eu, finalmente minha vez.

Geladinha, como eu esperava. Tenho a sensação que posso beber muitos litros de água. Minha sede é implacável.

Estou demorando demais. Começo a me sentir desconfortável. A pessoa atrás de mim está me apressando com o olhar. Droga, saí e não me saciei. Vou ter que entrar na fila novamente….

O ronco

Posted on: julho 17, 2008

O ronco esteve presente durante minha vida inteira, é meu carma.

Na minha infância convivi com ele somente por alguns curtos períodos, os de visita das minhas avós. Sempre quando elas iam para minha casa, dormiam comigo no meu quarto, o que causava o problema pois ambas roncam. A mãe do meu pai era a pior. 

Depois de eu muito reclamar , minha avó paterna me ensinou um truque para acabar com aquele incoveniente. Me contou que quando alguém começa a emitir o som, basta assobiar que a pessoa pára. Fui tentar. Devo ter ficado umas duas horas gastando meu fôlego e nada. Desisti.

Agora enfrento o mesmo problema com meus pais. Os dois roncam para caramba! Estamos viajando, divido o quarto com eles, e não consigo dormir. Na viagem do ano passado cheguei a ficar tão cansada que era só entrar no carro que começava a dormir , mesmo que o percurso durasse cinco minutos.

Deito na cama e começo a ficar nervosa com aquela sinfonia. Chamo os dois. Eles acordam um pouco , mas em menos de três minutos estão me incomodando de novo. O pior é que nenhum dos dois assume! eclamo  toda manhã e um fica culpando o outro. Ontem mesmo fui chamar a  atenção de minha mãe e ela falou que não estava roncando porque não estava dormindo. Fiquei indignada.

Agora elaborei uma nova técnica para um sono tranqüilo. Quando vejo que meus pais estão se preparando para dormir, corro para minha cama e tento adormecer antes. Assim, quando eles começarem a roncar já estou dormindo feliz e contente. O problema é que nem sempre consigo por em prática este esquema.

Por isto, leitor(a), acho que aqueles adesivos contra o barulho são uma grande invenção. Ainda estou tentando fazer com que meus pais os comprem, mas tenho certeza que quando eles comprarem, serei uma pessoa muito mais descansada e feliz.

Boa tarde!

*Observação: Acabei descobrindo que eu também ronco,ou seja, a única esperança da minha família está perdida.

Absurdo

Posted on: julho 8, 2008

Hoje, no ônibus, presenciei uma cena absurda. O veículo estava parado no sinal, no meio da rua. Um senhor pediu ao motorista para que ele abrisse a porta, ele não abriu. O idoso se enfureceu.

-Você deve ganhar uma miséria para estar tão revoltado assim.

– Senhor, sou motorista profissional, não posso abrir aqui.

Fiquei revoltada. O motorista havia sido educado com o passageiro, e este rude demais. Um senhor daquela idade fazendo aquela ceninha. Ele viu que o homem não iria fazer o que ele queria, então decidiu humilhá-lo. Que vergonha! Aliás, que falta dela!

O pior é que ele se julgou melhor que ele. Apelou para a diferença econômica, para se por em um patamar acima, como dissesse que o motorista era escória e ele realeza. Arrogante.

No meu mundo imaginário, todos os senhores são gentis, nunca fariam uma coisa como aquela. Fiquei muito decepcionada. O velhinho além de não ter um pingo de respeito pelos outros, não o tem por ele próprio, pois se tivesse veria como se fez de ridículo hoje.

Por um país mais educado!

Boa noite.

Rotina

Posted on: julho 1, 2008

Apesar de não trabalhar, tenho enfrentado uma falta de tempo terrível. O que me fez perceber a influência disto em meus textos.

Estou no meu primeiro período da faculdade, por isso não me acostumei ainda com essa correria que é a época de fechamento das notas. Temos que estudar para provas, providenciar trabalhos, participar da aula e sem atrapalhar as nossas outras tarefas diárias.Tanta coisa para fazer, para resolver, para me preocupar…

Com isto , tenho ficado um pouco insensível às pequenas coisas que geralmente me inspiram. Ou eu não as reparo, pois estou tentando solucionar um problema, pensando nos estudos , coisas assim , ou quando as percebo, logo me fogem , pois coisas “mais importantes” as empurram para o lado de fora da minha mente , a ocupando por completo.

Esta situação , querido(a) leitor(a), evidenciou a importância de um tempo para mim. Pensar nas tarefas/problemas a todo tempo seca a nossa mente. Deixamos de perceber coisas maravilhosas por causa da correria, deixando o mundo um lugar mais feio , mais brutal.

Portanto, recomendo a todos que esvaziem a cabeça por um momento, mesmo que seja por poucos segundos, e reparem como o dia está bonito, como as pessoas ainda são gentis e como podemos ser felizes com pequenas demostrações de afeto, mesmo que não sejam direcionadas a nós.

Bom dia!

Pra

Posted on: junho 19, 2008

Estou lendo um texto, achando tudo ótimo. Observações inteligentes, boas conclusões… me deparo com um “pra”. Fico estressada. Quer coisa mais feia?

Quem o escreve por favor não se ofenda, mas ele parece – pelo menos para mim – aquele primo chato em festa de família. Todos estão se divertindo, aproveitando a ocasião. Chega o primo. Começa com suas bobeiras, suas piadas sem graça. Estraga a festa. Todo mundo se retira pensando ,mais uma vez, quem foi o infeliz que convitou o maldito parente. É exatamente o que acontece comigo quando leio aquela palavrinha.

Lógico que não fico pensando quem a convidou nem nada disso, porém percebo que a leitura perde um pouco do charme após o incidente.O texto parece ter sido feito de uma maneira desleixada, despreocupada com a estilística.  Alguns clamam que não escrevem para os outros, e sim para eles, por isso não se prendem a este aspecto. Tudo bem. Mais um motivo para se importar com um texto bem escrito. Ninguém quer o pior para si ,não é?

Por isso , querido(a)  leitor(a), não pense que só porque você escreve em um blog, por exemplo, no qual geralmente se usa a linguagem informal que as pessoas não vão se importar com certas coisas. Afinal todos queremos ler algo agradável e “bonito”, mesmo que não seja cheio de palavras difíceis.

Boa tarde!

 

Estou trabalhando em um texto para um concurso literário da minha faculdade e desde então não consigo elaborar um post. As idéias não fluem e o assunto acaba sendo cortado no meio.

Não sei se estou muito nervosa pois é o meu primeiro conto que vai para um concurso ou se somente meu perfeccionismo está me deixando meio neurótica e obcecada. Se for a primeira opção, não adianta, sou assim desde pequena. Fico tão afoita com um projeto que acabo esquecendo da vida. Já se for a segunda a situação se torna totalmente diferente.

Sou muito crítica, principalmente comigo . Quando escrevi os meus primeiros posts quase os apaguei e deletei esse blog. Parecia que nada nunca estava bom o suficiente. Entretanto, com o passar do tempo comecei a lidar melhor com meus textos. Melhorei um pouco esse meu lado que por vezes me atrapalha.

O conto que estou escrevendo representa uma experiência nova para mim, o que me fez regredir um pouco até a fase da “neurose perfeccionista”. É o meu primeiro texto inscrito em um concurso. Por isso , leitor(a), tenha um pouco de paciência comigo. Desenvolverei opiniões melhores em breve, assim que eu conseguir me acalmar.

Boa noite!